“Temos de nos tornar na mudança que queremos ver”

(Mahatma Gandhi)

Frequentemente resistimos as mudanças por serem assustadoras e, por vezes, esquecemos de nos perguntar se tais mudanças agregariam em nossas vidas, deixando de considerar os ganhos e perdas numa perspectiva de projeção futura.

Existem diversos fatores para que os indivíduos vislumbrem o processo de mudança comportamental como um desafio a ser superado. Vejamos, por exemplo, as promessas de fim de ano, que tangem uma mudança de comportamento para atingimento de algo esperado, que quase sempre não são cumpridas. Estas, tendem a serem deixadas de lado em pouco tempo e lembradas no mesmo período do ano seguinte. Pôr em prática mudanças no ambiente corporativo é também um grande desafio. Por que a mudança de comportamento é encarada como um processo dolorido? Ela não precisa ser sempre encarada desta forma, concorda?

A filosofia Kaizen demonstra que pequenas mudanças no comportamento com foco num objetivo macro a ser alcançado é possível, tornando-se um novo hábito. Kaisen é baseada na declaração do Tao Te Ching: “uma jornada de milhares de quilômetros começa com um único passo”.

Ainda, a mudança é mais confortável quando aprendemos a respeitar a preferência que nosso cérebro tem por ela. Tomamos as melhores decisões quando aplicamos o autoconhecimento e o domínio sobre a emoção, viabilizando o processo de forma mais equilibrada. Estudos revelam que apenas 36% das pessoas são capazes de identificar suas emoções, com precisão, no momento que elas surgem. Elas possuem o que chamamos de Inteligência Emocional que é a “boa comunicação entre o centro racional e o centro emocional do cérebro”, segundo Bradberry e Greaves em sua obra “Inteligência Emocional 2.0”.

O medo de mudar é fisiológico em nossos cérebros e quando deixamos aflorar, sucumbi a nossa criatividade, a mudança e o sucesso em diversas áreas da nossa vida. Robert Mourer, em seu livro “Pequenos passos para mudar sua vida” diz que “quando você quer mudar mas não consegue sair do lugar, tem o costume de culpar o mesencéfalo por atrapalhar seus planos. É no mesencéfalo que se encontra uma estrutura chamada de amígdala (…) controla a resposta de luta ou fuga (…)um mecanismo de alarme”. A questão evolutiva de nosso cérebro faz com que a amígdala entre em ação quando tentamos mudar nossa rotina e sair da zona de conforto. A resposta a essa questão está nos pequenos objetivos para o alcance de uma meta. O coaching vai ao encontro com a filosofia Kaisen, proporcionando, com suas técnicas, as pequenas mudanças para obtenção do resultado desejado.

A criação de pequenos objetivos pode proporcionar mais segurança, pois clarifica as necessidades e tarefas necessárias para se chegar ao resultado esperado, através do mapeamento/planejamento estratégico, passo essencial para qualquer processo de coaching. O medo ainda pode aparecer nessa etapa, porém de forma saudável, com o intuito de se preparar para as necessidades/obstáculos do percurso. Esse é um dos grandes benefícios para àqueles que tem ao seu lado o profissional coach, pois ele é o especialista que vai apresentar as melhores ferramentas, para cada passo que o cliente precise percorrer. O córtex cerebral, onde ocorre nossos pensamentos racionais e criativos é envolvido, criando novas conexões entre os neurônios. O processo de mudança comportamental é realizado com satisfação e foco. Como resultado teremos o sucesso.

O processo de Coaching te dará ferramentas para você explorar um universo de possibilidades, que existem dentro de você. Se permita, seja a mudança que deseja ver…

Marco Aurélio Silva, Coach de Liderança:

Especialista em Pedagogia Empresarial e Educação Corporativa. Analista Comportamental DISC; Practitioner em PNL; e Executive Coach pela Academia Latino Americana de Coaching – ALAC. Atualmente, Educador Corporativo da Universidade Corporativa dos Correios (UniCorreios) campus Pernambuco.